Era natal. Todos estavam com suas famílias. Naquele dia mágico, todos estava felizes. Luzes, árvores, bolas, enfeites, traziam bem estar a todos. Porém grandes amigos estavam separados. Eles conversavam com a noite pedindo para ela levar sua palavras aos amigos, mas ela não queria colaborar. Mesmo assim mandavam beijos; abraços; carinhos; amor; olhares; gestos; tapas; beliscões; risos; noticias; desabafos. Mandavam a eles mesmos.
Como Cristal, a amizade era transparente e reluzente. Havia brigas , porém o perdão sempre vencerá. Os amigos sabiam que se reencontrariam, mas, em cada segundo as areias do tempo, fina e delicada, escoria devagar, grossa e áspera, tornando segundos em milênios. Eles não podiam mais esperar para ouvir o tamborilar de seu corações juntos. Eles haviam se tornado simbióticos, um não viveria sem o outro. Eram, de tal dependência, siameses.
Chegará o dia do esperado reencontro. O primeiro, à beira mar, observava todo sorridente do topo de uma pedra. O segundo, vindo do mar, corre ao encontro dos amigos emocionado. O terceiro, sentado, na areia da praia, apenas sorriu um sorriso à Mona Lisa. Saindo da pedra e com uma flor nas mãos, o primeiro amigo, único garoto do grupo disse:
— Olhem — mostrando a flor —, bela não é. Achei no topo da pedra.
— Cinco cores. Vermelho. Amarelo. Verde. Azul. Branco. Tão improvável, mas tão real. — Disse uma amiga.
— Que tal cada um pegar uma pétala para si, e guarda-lá como lembrança dos bons tempos. — Disse a outra amiga.
— Branca. — Disse, o primeiro amigo, tirando a pétala correspondente.
— Hum… A Verde. — Disse o segundo amigo.
— Eu quero a Vermelha. — Disse o terceiro amigo.
As duas pétalas restantes, voaram ao soprar do vento, sendo levadas, passando pelo belo mar, até duas pessoas desconhecidas. Novos amigos.